Após 11 anos Oncins voltou a jogar. Agora posso estar mais 10 anos sem jogar, diz ele

28-09-2011 22:15

Recife (PE) - O Recife Open viveu, nesta quarta-feira, momentos de pura nostalgia. Sem disputar uma partida oficial desde 2001, o paulista Jaime Oncins, hoje treinador do português Gastão Elias, voltou às quadras para jogar a primeira rodada da chave de duplas, ao lado do seu pupilo. Os dois acabaram sendo derrotados de virada pelo alagoano Tiago Fernandes e pelo paulista Rafael Camilo, com parciais de 4/6, 6/1 e 10-6.

Mas que ninguém espere que Jaiminho irá voltar definitivamente ao circuito depois de seus 10 anos de aposentadoria. “Não tem nada disso. Eu gosto pra caramba de jogar e o Gastão vivia pedindo pra gente disputar um torneio juntos. Como ele queria jogar as duplas aqui no Recife e precisava treinar mais em quadras duras, eu decidi jogar. Mas já deu. Estou morto e dói tudo, a bunda, os braços. Agora posso ficar mais dez anos sem jogar”, brincou Oncins.

Aos 41 anos, Oncins comemorou mais aniversários do que os dois rivais desta quarta, que juntos somam 38 anos, 20 de Camilo e outros 18 de Fernandes. “O mais difícil foi a devolução. Quando você está sem jogar fica muito difícil pegar o tempo certo da bola. Se treinando já é difícil, imagina parado. E olha que esse era o ponto mais forte no meu jogo”, explicou. “Mais foi muito legal. Joguei solto e dei muita risada. Quem sabe a gente não joga mais alguns torneios?”, deixou no ar.

O trabalho com o português Gastão Elias, de 20 anos, começou há cerca de um ano. Uma oportunidade para Oncins encerrar um afastamento de seis anos do circuito. “Eu treinei o (André) Sá, o (Flávio) Saretta e o (Caio) Zampieri. Depois fiquei um tempo fora. É difícil, quando você tem família (Oncins tem três filhos) estar viajando, ficando muito tempo fora. Mas essa é uma coisa que eu precisava fazer de novo, é algo que eu gosto muito de fazer. E o resultado tem sido muito legal. Quando começamos o Gastão era 800 do mundo, agora está na casa dos 200. Ele tem um grande futuro, trabalha muito, não tem tempo ruim”.

Para o pupilo, jogar com o mestre foi uma experiência proveitosa. “Olha a cara dele. Está morto!”, brincou, enquanto outros jogadores levavam Oncins para a sala do fisioterapeuta. “Sempre tentamos jogar juntos, mas eu vinha de uma lesão e não estava jogando as duplas, para não forçar. Vamos ver se repetimos a experiência”, garantiu.

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