
Gil, Nadal, Ana e o golfe
21-12-2010 17:59
Rafael Nadal derrotou Frederico Gil por duas vezes em 2009, em Miami e em Barcelona, mas isso foi nos courts.
Nos fairways foram parceiros de jogo e a história foi diferente, apesar do n.º 1 mundial "jogar com handicap cinco", como contou o melhor tenista português de sempre, que ainda não tem handicap.
Falamos de golfe, a modalidade preferida dos profissionais de ténis, um fenómeno que não é inédito, dado que grandes campeões das raquetas como Ivan Lendl e Mats Wilander nos anos 80, ou Jim Courier e Yevgeny Kafelnikov nos anos 90, já se revelavam exímios de taco na mão. Seria exaustivo enumerar as estrelas do ténis que hoje deliram mais com um putt de seis metros do que com um passing-shot, mas Frederico Gil diz que "Olivier Pacience é o melhor, com handicap 3". Ana Ivanovic, treinada por António van Grichen, levou o amor pelo golfe ao ponto de se apaixonar em tempos pelo ex-n.º 3 mundial Adam Scott.
Nenhum chegou aos calcanhares de Ivan Lendl. As suas lendárias qualidades de seriedade e perseverança que o levaram a n.º 1 mundial permitiram-lhe ostentar orgulhosamente um handicap zero como os profissionais. Quando um jornal escreveu que jogava 300 voltas por ano, replicou ironicamente que "foram apenas 250".
O norte-americano de origem checa jogou os opens da Austrália e dos Estados Unidos, eventos que ganhou no ténis, mas que no golfe não passou das qualificações.
Encontrei Frederico Gil no segundo torneio de golfe oficial que jogou, a Final do Open Oeste, no Montado, em Palmela, e o tenista estava deliciado com os seus 18 buracos em 98 pancadas, o equivalente a um handicap 28: "Comecei a jogar há três anos e fiquei viciado. É um escape que alivia a tensão do ténis, apesar de manter o espírito competitivo."
Se Portugal ganhar a Ryder Cup 2018, "Rafa" e "Giló" serão dois dos milhares de "peregrinos" a rumar à Herdade da Comporta.
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